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PARLAMENTO EM FOCO: UMA ELEIÇÃO IGUAL A TODAS – Pedro Lacerda

Estamos a 21 (vinte e um) dias da realização do 1º Turno das eleições de 2020 e o andamento das campanhas eleitoras, não só em Olinda, nos faz saltar aos olhos que praticamente nada de novo surgiu no cenário eleitoral pernambucano e brasileiro.

Apesar de observarmos a presença de “novos rostos” nas disputas, majoritárias e proporcionais, não é possível constatar um impacto significativo na forma da promoção dos discursos políticos, propostas de campanhas e comunicação com os eleitores (sequer no dinâmico “mundo virtual” foi possível presenciar uma maneira realmente inovadora de se fazer campanha).

Toda a expectativa justamente desenvolvida, por conta da pandemia da Covid-19, mostrou-se frustrada com as imagens que vemos diariamente nas ruas e nas redes sociais: campanhas a pleno vapor, multidões em ritmo de carnaval de rua e cabos eleitorais jorrando aos quatro cantos das cidades.

O clima de festa, disputa e alegria, típicos da forma brasileira de fazer campanha está presente como vemos desde a redemocratização do país. Nos interiores do Brasil essa euforia atinge os mesmos patamares sempre vistos, a cada período eleitoral.

As cidades param; as apostas entre defensores de candidaturas se multiplicam (em algumas localidades é um hábito a aposta de dinheiro, casas e outros bens no sentido de acertar quem vai ser eleito); a indústria das campanhas marcha a pleno vapor!

E muito – ou nada – de novo é constatado no campo que realmente importa, qual seja o do debate focado nos problemas das cidades e a forma como os que se colocam na disputa, para administrá-las, utilizariam (em caso de vitória) para melhorar a vida da população nacional – a cada dia mais pobre e dependente do poder público, principalmente o municipal.

Muitas palavras são ditas, propostas realizadas, “montadas” sobre as melhores técnicas do marketing eleitoral, mas desprovidas de maiores finalidades do que apenas viabilizar a tão sonhada vitória no dia 15 (quinze) de novembro. A disseminação do conhecimento, e das técnicas de produção de conteúdos, nos proporciona uma “pasteurização de candidatos” assemelhada à sensação que deve possuir quem trabalha em uma fábrica de manequins.

Tudo milimetricamente medido, dos cabelos às barbas (muitas vezes ridiculamente tingidos), as frases pronunciadas em meio a sorrisos aterrorizantes (tamanho o esforço feito para ser simpático/a); utilizando sempre um vocabulário mais popular, visando parecer com o povo. Produções caprichadas, narrativas emotivas em nível acelerado, e pouca verdade ou consistência a oferecer.

Neste triste cenário de “pão e circo”, custeado com centenas de milhões de reais oriundos dos impostos de todos nós, cidadãos brasileiros, vemos que nossa democracia passa por um profundo momento de letargia e mediocridade, no qual se cria uma aparência de funcionalidade quando na verdade o que menos importa é buscar soluções factíveis para a melhora da nossa vida comunitária.

Cada vez mais o “mundo da política” (realmente uma dimensão paralela a qual nós vivemos) caminha em um ritmo próprio, dissociado da enlameada realidade na qual a maior parte da nossa população nasceu, viverá e morrerá. O eleitor tem uma enorme responsabilidade pelo cenário, ora narrado, amigo leitor.

Afinal, é ele o “senhor do voto”. A forma como as campanhas são feitas, na frente e por trás das câmeras, tem por fim conquistar o coração (ou o bolso) de “Sua Excelência, o Eleitor”. Já passou do tempo em que a responsabilidade de quem vota precisa ser equiparada, ou até majorada, a de quem “pede o voto”.

É muito cômodo atribuir apenas aos políticos, com e sem mandato, a responsabilidade pelas mazelas de nossa democracia, quando a responsabilidade é a mesma, absolutamente a mesma, de “quem vota e de quem é votado”.

Enquanto o eleitor desrespeitar seu direito ao voto, e o faz sempre que negligencia o debate eleitoral, ou o vende, ou se omite em ir votar, favorecerá que esse “ciclo vicioso” seja perpetuado por muitas e muitas décadas.

Fazendo com que os donos do poder se perpetuem, através do tempo, não mais pela força bruta vista nos tempos dos velhos coronéis, mas sim através da “doçura artificial” de seus candidatos fabricados em série, como víamos nas antigas fábricas de manequins…

Pedro Leonardo Lacerda

Advogado e Consultor Político

INSTAGRAM: @pedro_leonardo_lacerda / FACEBOOK: PedroLacerdaConsultorPolítico

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