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PARLAMENTO EM FOCO: TEMPO DE DEFINIÇÕES – AS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS – Pedro Lacerda

A marcha rumo às eleições do corrente ano avança no sentido das “Convenções Partidárias”, momento no qual os partidos políticos definem a relação de seus filiados que serão escolhidos para a disputa eleitoral propriamente dita.

As “Convenções Partidárias” são o ato solene, regulamentado pelo direito eleitoral, no qual ao se observar requisitos estabelecidos pela legislação, cada legenda “escala seu time” para que dentre os selecionados possam os eleitores escolher aqueles que serão seus representantes.

A partir dos registros das atas das convenções, perante a justiça eleitoral, há uma modificação no status do político que almeja o sucesso nas urnas, passando de “pré-candidato” para a condição de “candidato” (no caso do pleito que acontecerá em novembro, aos cargos de Vereadores e Prefeitos).

Em tempos não pandêmicos as “Convenções Partidárias” são os eventos inaugurais da corrida eleitoral, muito além do aspecto jurídico já referenciado acima.

São eventos de massa, organizados com muito entusiasmo e presença dos “militantes”, que como as torcidas de clubes de futebol, lotam o local do evento para vibrar a manifestar seus apoios aos candidatos que contam com os seus apoios.

Tendo em vista os aspectos sanitários trazidos pela pandemia do novo coronavírus, a justiça eleitoral, adaptando-se a esta nova realidade mundial, inovou ao permitir que as convenções partidárias sejam realizadas de forma virtual.

Ou seja, o aspecto festivo e aglutinador de tais eventos passa a ser substituído pela tecnologia dos aplicativos de reuniões virtuais – maciçamente popularizados nos últimos meses.

A efervescência no meio político é enorme, tendo em vista a obrigatoriedade das definições impostas pelo período convencional. A máxima de que “quem tem tempo, não tem pressa”, tão marcante na política, cede espaço a uma série de articulações de bastidores, em todas as cidades brasileiras, voltadas para que os candidatos aglutinem a maior capilaridade de apoios partidários que seja possível.

A data limite para o fim da realização das “Convenções Partidárias” ocorrerá no próximo dia 16 (dezesseis) deste mês. Até lá muita expectativa e tensão se farão presentes nas coxias políticas de todo o país. E você, amigo eleitor, já pode ficar atento ao que vem ocorrendo nesse período, ora comentado.

Pois caso sejam visualizadas mudanças bruscas de posturas e discursos, bem como a celebração de alianças políticas “surpreendentes”, cabe que seja acesa a “luz vermelha” em sua análise rumo à definição de seu voto. Mais do que nunca necessitamos escolher candidatos que sejam coerentes com seus discursos, práticas e trajetórias políticas.

Afinal de contas, a responsabilidade pela qualidade da representação política de uma cidade, ou país, é individual e de cada um de nós, eleitores. Em tempos de disseminação da tecnologia dos smartphones, o conhecimento passa a ser cada vez mais universalizado, deixando de existir um grande número de cidadãos privados do acesso à informação.

Por óbvio não afirmo que todos os brasileiros possuem pleno acesso ao conhecimento, infelizmente ninguém pode asseverar tão sonhada assertiva. Ainda há uma grande massa de desvalidos, impossibilitados do pleno acesso ao que se passa na política nacional e dos fatos corriqueiros em todo o mundo.

Mas, sem dúvidas, maior é a quantidade de pessoas, mesmo nas classes mais sacrificadas do nosso extrato social, que possuem tanto acesso ao “mundo da internet” como o mais rico dos brasileiros. Para essa esmagadora maioria não há mais justificativas para se trocar o voto por uma cesta básica, receita médica ou dentadura.

As câmaras municipais e prefeituras que influenciarão decisivamente em nossas vidas, nos próximos quatro anos, serão escolhidas agora, pelo voto. Cabe a cada um de nós buscarmos a informação necessária visando a melhor escolha possível, dos nossos candidatos.

Se no omitirmos ou negligenciarmos quanto ao acompanhamento do processo eleitoral, que “esquenta” a partir da definição dos nomes escolhidos nas convenções partidárias, seremos corresponsáveis pela manutenção no poder de políticos que colaboram, e muito, com a continuação das mazelas que afligem não só nossa querida Olinda, mas também Pernambuco e o Brasil.

Se cada vez mais existem “políticos ruins” em atividade é devido também a péssima qualidade de eleitores que somos – temos que assumir a nossa responsabilidade e não apenas reclamar como se os eleitos surgissem vindos do além.

Cada vez que “lavamos as mãos” e fechamos os olhos para o que acontece na política da nossa cidade, Estado e país, nos igualamos àqueles que acusamos de ser uma pedra de tropeço no caminho do desenvolvimento da nossa comunidade.

Pensem nisso!

A partir de agora, até o dia das eleições em novembro, o poder sai das mãos dos políticos, com e sem mandatos, e passa a estar verdadeiramente em nossas mãos. Cabe a cada um de nós saber usar essa magnífica ferramenta que sem dúvidas é um dos mais fortes pilares da democracia: o voto.

Pedro Leonardo Lacerda (@pedro_leonardo_lacerda)

Advogado e Consultor Político

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