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PARLAMENTO EM FOCO: TEMPO DE CURA! – Pedro Lacerda

Alguém já disse que os Estados Unidos são o “farol do mundo”, sem sombra de dúvidas a acertada analogia traduz um fato que foi concretizado logo após o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945.

A partir da atuação norte americana na reconstrução da Europa, sua influência como a “locomotiva mundial” foi consolidada, suplantando o posto que até então cabia ao Império Britânico (devido a sua soberania financeira e militar) e pela França através dos seus aspectos comportamentais e culturais – poucos das novas gerações sabem que o francês já foi a língua universal, junto com o inglês.

E o protagonismo americano fez-se sentir de forma muito intensa na imprensa mundial, e brasileira, nos últimos meses, por conta da acirrada disputa eleitoral travada entre o Republicano Donald Trump e o Democrata Joe Biden.

Tudo o que acontece na economia e política dos Estados Unidos da América repercute nestes cenários em cada país do globo terrestre. Independente da afeição ao “Tio Sam”, toda a população mundial sente, em áreas bastante comuns, os reflexos dos humores institucionais dos ianques.

O preço da gasolina, do trigo, do minério de ferro, de insumos para a indústria farmacêutica e até das gostosas mangas do Vale do São Francisco pernambucano, derivam do apetite econômico da terra do Mickey, Minnie e companhia.

 Na noite do último sábado, por dever de ofício e deleite pessoal (sou assumidamente um entusiasta da “terra dos sonhos”) assisti ao vivo, junto com milhões de pessoas ao redor do mundo, os discursos do recém-eleito presidente Joe Biden e de sua vice-presidente, Kamala Harris.

Inicialmente a senhora Harris usou da palavra e nos encantou com sua força, positividade e representatividade de minorias muito perseguidas, apesar de serem uma das colunas primordiais de sustentação da economia e da sociedade americana: negras, latinas e imigrantes.

Kamala Harris é a primeira mulher eleita vice-presidente da maior potência econômica e militar, do mundo. Será a 48ª pessoa a ocupar a Vice-Presidência, porém a primeira do gênero feminino. Não possui origem latina, sim asiática, mas representa a nós todos, espelhos da sociedade americana.

Sua mãe imigrou aos 19 (dezenove) anos e se orgulharia em saber do símbolo, para as atuais e futuras gerações, no qual sua filha se transformou, a partir da vitória consagrada ontem. A América já a conhecia, agora o mundo passará a conhece-la.

Após a emocionante fala da Kamala Harris, foi convidado por ela a fazer uso da palavra o Presidente eleito, Joe Biden. Um senhor de 78 (setenta e oito) anos, que apesar da idade – e ser o presidente americano mais idoso a ser eleito – adentrou ao tablado trotando e sorrindo, esbanjando simpatia e vitalidade.

Fez um discurso, que tenho certeza, entrou para a história, como um chamamento ao respeito à democracia que merece ecoar aos quatro cantos do mundo, especialmente em terras brasileiras.

Registrou que será o presidente de todos americanos, poderia ter usado (se soubesse) uma expressão cunhada em nossa terra, que diz que o “palanque está desarmado” – significando que após a disputa eleitoral é chegado o tempo de governar sem acepções de pessoas.

Biden foi além, muito além. Reconheceu o débito da democracia americana com os negros, latinos, imigrantes e mulheres; bradou contra a demonização do poder na América do Norte e disse que governará para todos, eleitores de Trump, seus, ou os que simplesmente não exercem, por opção, o direito ao voto.

Usou a seguinte frase, que não duvido, ecoará plenamente em nosso Brasil nas eleições de 2022, disse Biden: “É TEMPO DE CURA”. Cura do ódio, do racismo, da ignorância, do negacionismo científico, da arrogância dos que malversam o poder e da divisão política arraigada naquele país.

Ao escutar as palavras de Kamala e Biden me senti americano, por alguns minutos. Não por causa da admiração que sinto pela terra que foi formada por imigrantes, como foi a nossa terra brasileira – orgulhosamente sou um ítalo-brasileiro, com origem calabresa, na cidade de Tortora, província de Cosenza.

Mas pelo sonho de ver em nosso Brasil o mesmo resgate da civilidade, espírito democrático e respeito à causa pública, que presenciei ser compromissado pelo presidente Biden, aos olhos do mundo.

Afinal foi sentado em meu sofá, na cidade de Olinda, Pernambuco, que testemunhei suas palavras em tempo real, e as comentava falando pelo whatsapp com meu amigo-irmão, Francisco Barbosa – um brasileiro/ americano que me acolheu durante a marcante passagem que tive na cidade de Newark, New Jersey, algum tempo atrás.

Como ocorreu na América do Norte, o Brasil vivencia um tempo de divisão, ignorância, radicalismo, demagogia, desrespeito aos direitos humanos, arrogância, negacionismo, falta de espírito público e mediocridade no comando dos destinos da nação.

Estamos divididos e essa divisão provoca a derrota de todos! Espero que o “TEMPO DE CURA” que será oficialmente iniciado nos Estados Unidos da América, a partir da posse do presidente Joe Biden e de sua vice-presidente, Kamala Harris, chegue, o quanto antes ao nosso país.

O Brasil também clama, pede, ora e espera por sua CURA!

Pedro Leonardo Lacerda

Advogado Especialista Em Direito Público e Consultor PolíticoINSTAGRAM: @pedro_leonardo_lacerda / FACEBOOK: Pedro Leonardo Laacerda

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