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Prefeitura de Olinda

PARLAMENTO EM FOCO: O ORÁCULO RECIFENSE – Pedro Lacerda

Oráculo é uma expressão que denomina um lugar no qual se acreditava ser possível encontrar divindades e lhes questionar sobre os acontecimentos futuros.

Na mitologia grega existiam vários locais desta espécie, como o de Trofônio, Esculápio e Ápis. Imaginemos querido leitor, se por ventura existisse em nossa querida Recife um “Oráculo Recifense”?

Imaginem a quantidade de pessoas que estariam agora postadas perante os deuses, perguntando sobre quem será o vencedor do 2º turno, disputado entre Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB).

A imaginária romaria se daria por conta de um dos fatores que está em disputa, no pano de fundo, da corrida eleitoral em nossa capital: o exército de trabalhadores que ocupam cargos comissionados e contratos na Prefeitura do Recife.

Centenas de homens e mulheres que obtém o sustento de suas famílias através dos trabalhos de vínculo precário, oriundos dos cargos em comissão.

Em que pese as recorrentes notícias, ao longo do país, de mau uso destes postos laborais, em verdade, os ocupantes destas posições colaboram demasiadamente para o funcionamento da máquina pública recifense.

Com o passar dos anos e a degradação da economia nacional, houve a confirmação de uma categoria de profissionais que passa despercebida aos olhos da população, dos estudiosos, da imprensa e da mídia, qual seja a dos “cargos comissionados” existentes em todas as esferas do poder público brasileiro.

Ao contrário do imaginário popular, no qual os comissionados ganham muito e trabalham pouco, seus vencimentos, em média, dificilmente ultrapassam os dois salários mínimos.

Muitas vezes submetidos a jornadas de trabalho extenuantes, a assédios de diversas naturezas, esse enorme exército de pessoas não conta com o amparo dos órgãos fiscalizatórios laborais.

A apreensão entre os ocupantes dos referidos cargos caminha no sentido da preocupação em perder a fonte de seus sustentos e de suas famílias, tendo em vista que alguns deles estão em exercício de suas atribuições desde o primeiro mandato do Prefeito Geraldo Júlio (PSB).

E na posição diametralmente oposta, muitos anseiam que a possível vitória de Marília Arraes (PT), seja a oportunidade que perseguem para voltar a constar com um emprego formal.

E nessa dialética de expectativas, ocorre um dos principais efeitos práticos da eleição de um Prefeito (a): a possibilidade de empregar em tempos nos quais, em Pernambuco e no Brasil, ter a chance de um emprego formal é motivo de alegria que uma pequena parcela da nossa população possui.

Não tenham dúvidas, amigos leitores, que certamente uma das perguntas mais frequentes que seriam dirigidas ao hipotético “Oráculo Recifense”, dirigida aos seus deuses, seria: será que vou ter a chance de vir a ter (ou manter) o meu emprego?

Angústia presente no coração de centenas de trabalhadores, muitos dos quais extremamente capacitados, que dependem das idas e vindas fruto do resultado das disputas eleitorais.

E você, qual pergunta faria ao “Oráculo Recifense”? 

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Pedro Leonardo Lacerda

Advogado Especialista Em Direito Público e Consultor PolíticoINSTAGRAM: @pedro_leonardo_lacerda / FACEBOOK: Pedro Leonardo Laacerda

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