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Prefeitura de Olinda

PARLAMENTO EM FOCO: A REALIDADE PARALELA DO MUNDO DA POLÍTICA – Pedro Lacerda

Mesmo o mais arredio dos cidadãos, daqueles que manifestam a cada oportunidade a sua aversão pela política, sabe que “o tempo da política é diferente do tempo dos homens”, senso comum que demonstra o quanto existe um abismo entre o mundo real e o da política, para um grande número de “representantes do povo”.

Ou seja, até o mais apolítico dos cidadãos, trás dentro de seu íntimo a certeza de que o “mundo da política” não caminha no mesmo ritmo do “mundo real”, que atualmente centra seus esforços – pelo menos das pessoas minimamente racionais – no combate aos avanços da praga que é a pandemia do novo coronavírus.

Na realidade o misterioso “Mundo da Política” assemelha-se muito mais àquele famoso seriado dos anos de 1970, chamado “A Ilha da Fantasia”. Aos leitores mais jovens, explico que o seriado referido conta a história de uma ilha paradisíaca na qual todo desejo pode ser realizado! E comanda essa ilha o senhor Roarke, sempre auxiliado pelo pequeno Tatoo, um anãozinho muito simpático e disponível.

A série mundialmente bem sucedida, mesmo em um tempo no qual a internet ainda estava sendo gestada nos laboratórios mais avançados de então, foi veiculada na televisão norte-americana entre os anos de 1977 e 1984, sendo considerada por especialistas em entretenimento como um dos maiores fenômenos televisivos já produzidos.

Na “Ilha da Fantasia”, pessoas de todo o mundo, desejavam desfrutar das suas maravilhas, uma vez que se hospedavam no maravilhoso e caríssimo resort lá existente, com o objetivo de realizar os mais íntimos desejos, mas sempre concluindo suas passagens pelo local trazendo um aprendizado para a vida real.

O trecho do parágrafo anterior, acima escrito e a seguir repetido, trás a ruptura definitiva entre esses dois mundos paralelos – “A Ilha da Fantasia” e o “Mundo da Política” – senão vejamos: “….mas sempre concluindo suas passagens pela ilha trazendo um aprendizado para a vida real”.

Os personagens da famosa ilha exerciam os deleites do gozo de suas vontades, mas deles aprendiam algo a ser aplicado à vida real. Enquanto os seres que habitam o “Mundo da Política”, em grande maioria, ao desfrutarem das benesses do poder, cegam para as realidades inexoráveis do mundo real, no qual seus eleitores lutam pela subsistência.

Muitos homens públicos, hipnotizados por seus sonhos e vontades, infladas pelo poder, deixam-se seduzir pelo demônio da vaidade, crendo que seus poderes são eternos, hereditários e atemporais, quando na verdade, tal qual ocorre para todos os seres vivos, cada dia que passa, é um dia a menos e não a mais – seja em nosso tempo entre os vivos ou no exercício de um mandato eleitoral.

Passam a viver a realidade paralela dos palácios, das cortes recheadas de asseclas e bajuladores, enquanto o povo luta pela sobrevivência, mais difícil ainda, em tempos sombrios marcados pela pandemia do novo coronavírus, que retira vidas, empregos e esperanças de milhares de brasileiros e pessoas em todo o mundo.

O estado de delírio mental é tamanho que negam a pandemia, negam a necessidade do isolamento social e que o uso da máscara é ferramenta imprescindível para afastar a incidência da doença mortal surgida em Wuhan, na China.

E com isso sujam as suas mãos com o sangue daqueles que se espelham em suas posturas e palavras e findam adoecendo, e muitas vezes falecendo, por força da ignorância que abre as portas para o vírus maldito.

Até o exercício da fé passa a ser um tema tratado com cruéis finalidades políticas, pois é absolutamente periclitante defender que no momento mais agudo da pandemia no Brasil, homens e mulheres se confinem em locais diversos, para exercitar as suas crenças, sem assim manter o imprescindível isolamento social.

Não podemos prever até quando a dicotomia entre o “Mundo da Política” e o mundo real permanecerá, em nosso país. Muito menos se um dia essas duas esferas encontrarão um ponto de intercessão. Resta-nos permanecermos alertas e diligentes, separando por suas atitudes neste momento extremo, os homens públicos que não se deixam levar pelo exercício do poder, daqueles que insistem em exercer seus mandatos e cargos, como se fossem personagens da “Ilha da Fantasia”.

Afinal, as eleições de 2022 se aproximam e caberá a nós, cidadãos, optar pelo perfil dos políticos que virão a nos representar por mais quatro anos. A responsabilidade é nossa em eleger homens e mulheres voltados ao “Mundo Real”, ou que buscam encontrar no exercício do poder exclusivamente a aquisição das passagens para as suas egoísticas “Ilhas da Fantasia”.

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Pedro Leonardo Lacerda

Advogado Especialista Em Direito Público e Consultor Político

INSTAGRAM: @pedro_leonardo_lacerda / FACEBOOK: Pedro Leonardo Laacerda  

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