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PARLAMENTO EM FOCO: A IMPORTÂNCIA DA VIDA PARTIDÁRIA – Pedro Lacerda

Ao longo de minha trajetória política tive a oportunidade de conviver com algumas importantes agremiações partidárias. Lembro que com pouco mais de 16 (dezesseis) anos, encantando com o mundo politico, decidi pesquisar sobre os partidos brasileiros e suas histórias.

Estava em meados dos anos de 1990 e sem as facilidades da internet que experimentamos atualmente. Então a forma de pesquisa utilizada por mim foi a leitura em livros, revistas e a ausculta de opiniões de pessoas que militavam neste universo.

Li sobre o Partido da Frente Liberal (PFL), Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e outras legendas muito distantes do traçado filosófico no qual me incluo. Lembro que a trajetória do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) foi a que realmente me tocou.

Figuras icônicas como a de Dr. Ulysses Guimarães e do Senador Pedro Simon, espelharam a força de um partido vivo, idealista e que tinha prestado relevantes serviços a nossa jovem democracia.

Inclusive foi na cidade de Abreu e Lima, em nosso Pernambuco, que no dia 31 de março de 1983 foi realizado o primeiro comício a favor do restabelecimento das eleições diretas para Presidente da República em nosso país.

Decidido, então, por filiar-me ao PMDB, assim procedi. Iniciei minha militância partidária na juventude do partido em Olinda, tendo sido seu Presidente e representante na eleição de 2004, quando disputei cadeira na Câmara de Vereadores da “Marim dos Caetés”. Tinha 23 (vinte e três) anos e muitos sonhos – ainda vivos em meu coração.

“Batismo de fogo”, no qual aprendi “sentindo na pele” como se dá o ritmo de uma candidatura, a emoção em ser candidato, a felicidade em agir por um ideal. Como também vivenciei as intrigas, invejas, falsidades e traições, que apequenam a vida pública e afastam muitas pessoas deste caminho.

Participei da política estudantil na Faculdade De Direito de Olinda, que também possuía em seu Diretório Acadêmico outros membros da JPMDB, com destaque para o amigo Valter Calheiros e Fred Quintas. Momento de aprimoramento do diálogo e exercício do contraditório e “construção de pontes”, na vida universitária.

Atuando na ala juvenil do partido, desta feita no campo estadual, fui Secretário Geral da JPMDB estadual, atuando como delegado à Convenção Nacional que elegeu o Diretório Nacional juvenil. Viajei pela primeira vez a Brasília e percorri alguns Estados em atividades partidárias, como o Rio Grande do Sul, Bahia e Paraíba.

Sem falar nas cidades da Região Metropolitana do Recife e interior de Pernambuco, sempre dialogando, aprendendo e articulando o fortalecimento da legenda.

Aprendi que um partido se faz com formação política, diálogo, seriedade no trato das questões e demandas dos vários segmentos sociais que dão vida a legenda.

Tolerância, negociação, busca do entendimento, adequação ao possível, todas as lições aprendidas com muita gratidão e saudades dos tempos em que militei na política juvenil.

Com meu saudoso amigo Moisés Alexandre, representante da “Brigada Hip Hop”, conheci a importância desta cultura para a orientação, formação e combate às drogas, notadamente nas camadas menos favorecidas da nossa juventude.

Através da parceria e amizade com Moisés, então membro da JPMDB, aprendi a organizar uma militância jovem partidária e eleitoral, ou seja: em tempos de eleição e fora dele.

Participei de cursos interestaduais e internacionais de formação política, voltado para jovens líderes da América Latina, realizados em São Paulo e na cidade uruguaia de Montevideo – patrocinados pela fundação alemã Konrad Adenauer.

Ao participar da vida política juvenil em Pernambuco e no Recife, tive o privilégio de por duas vezes presidir o “Parlamento Jovem da Cidade do Recife”, representando a JPMDB e com maciço apoio da “Brigada Hip Hop”. Foi um momento de magnífico aprendizado.

Praticamente todos os partidos, segmentos sociais e entidades do terceiro setor possuíam “jovens parlamentares” e através do diálogo, convencimento e capacidade de aglutinação política, era eleita a Mesa Diretora do “Parlamento Jovem do Recife”, cuja posse se dava no Plenário da Casa de José Mariano em solenidade muito prestigiada.

A JPMDB me proporcionou uma formação partidária, política e humana que norteia a forma como enxergo os partidos políticos e sua missão como transformador da sociedade.

Um partido político necessita ser talhado por pessoas vocacionadas para a seara pública. Pessoas dispostas a ouvir, aprender, ceder e congregar formas diversas e ver, construir e sentir o mundo e a sociedade na qual vivemos.

Ser dirigente partidário é uma tarefa que vai muito além da expectativa do poder, necessário para que se lute pela implementação dos valores e direcionamentos de uma legenda. Ser dirigente partidário é possuir o coração aberto para através do debate se construir coletivamente o melhor caminho, para todos.

Um partido “vivo”, que vai além da frieza de um estatuto registrado no TSE (quando passa uma legenda a ter sua regularidade jurídica em nosso ordenamento jurídico brasileiro) obrigatoriamente necessita ser uma “porta aberta” ao debate, troca de ideias soma de aprendizados e conhecimentos.

Passei muitos anos no PMDB, convivi por alguns outros no dia-a-dia do PSB (apesar de nunca ter sido filiado) e hoje milito no Partido Social Liberal (PSL), legenda em franca expansão, não só em Pernambuco, mas em todo o Brasil.

Sinto-me honrado em ser um dos colaboradores do nosso Presidente Nacional, Deputado Federal Luciano Bivar, no aguerrido grupo que realiza as atividades do partido em nosso Estado.

E nesta missão reencontrei o entusiasmo que vivenciei quando militei pela primeira vez nas fileiras da JPMDB. É muito gratificante saber que um partido vivo, em construção, colabora decisivamente para a mudança da vida de milhões de pernambucanos e brasileiros.

Seja você um cidadão com valores de “direita”, “esquerda” ou “centro”, filie-se a um partido! Busque aquele que melhor espelha os ideais que coadunam com os seus! Venha para o salutar debate dos assuntos e temas que te estimulam, enquanto cidadão ou cidadão!

Pois não há democracia sem partidos e não há bons partidos sem pessoas dispostas a colaborar no debate para uma cidade, Estado e país mais justos, decentes e governado para todos.

Pedro Leonardo Lacerda (@pedro_leonardo_lacerda)

Advogado e Consultor Político, escreve às segundas-feiras para o Observatório de Olinda

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