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A “POLÊMICA” ORDEM DO DIA – 31 de Março de 1964

Publicamos abaixo o texto que ao longo desta semana provocou mais uma “polêmica” no Governo Bolsonaro. Antes dele, porém, faremos alguns pequenos esclarecimentos sobre o tema. Importante lembrar que não há nada de novo em leituras de “Ordens do Dia”, que são apenas mensagens do Alto Comando das Forças Armadas lidas no interior dos quartéis para a tropa. Só.

Assim, existem “Ordens do Dia” em datas como o Dia do Exército, Independência, Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial e temas histórico-militares afins.

Isto SEMPRE foi feito, cotidianamente, sem que a maioria da população brasileira tomasse conhecimento, uma vez que é uma prática inerente à atividade militar, tão natural quanto engraxar coturnos, prestar uma continência ou fazer a barba todos os dias.

Sobre os episódios históricos ocorridos entre 31 de março de 1964 e 15 de janeiro de 1985, a leitura de boletins SEMPRE ocorreu dentro dos quartéis, até o Governo Dilma Roussef, quando foi recomendado que o assunto não mais fosse tratado desta maneira.

Com a ascensão do ex-capitão do Exército, Jair Bolsonaro, nada mais natural que a orientação da governante anterior fosse revogada, por motivos óbvios. Feito este pequeno esclarecimento, segue abaixo o texto da Ordem do Dia Alusiva ao 31 de Março de 1964.

Passados 55 anos do evento, o mais sensato mesmo é lançar um olhar histórico isento e não-emocional sobre a data. É mais saudável para o Brasil, que não tem mais tempo a perder com estes debates sobre assuntos que já deveriam estar superados. O Brasil precisa crescer.

Leiam o texto publicado pelo Ministério da Defesa e tirem suas próprias conclusões.

 

ÍNTEGRA DA ORDEM DO DIA ALUSIVA A 31 DE MARÇO DE 1964

As Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações. O 31 de Março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação, dando ensejo ao cumprimento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacional, em 2 de abril, declarou a vacância do cargo de Presidente da República e realizou, no dia 11, a eleição indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15.

Enxergar o Brasil daquela época em perspectiva histórica nos oferece a oportunidade de constatar a verdade e, principalmente, de exercitar o maior ativo humano – a capacidade de aprender.

Desde o início da formação da nacionalidade, ainda no período colonial, passando pelos processos de independência, de afirmação da soberania e de consolidação territorial, até a adoção do modelo republicano, o País vivenciou, com maior ou menor nível de conflitos, evolução civilizatória que o trouxe até o alvorecer do Século XX.

O início do século passado representou para a sociedade brasileira o despertar para os fenômenos da industrialização, da urbanização e da modernização, que haviam produzido desequilíbrios de poder, notadamente no continente europeu.

Como resultado do impacto político, econômico e social, a humanidade se viu envolvida na Primeira Guerra Mundial e assistiu ao avanço de ideologias totalitárias, em ambos os extremos do espectro ideológico. Como faces de uma mesma moeda, tanto o comunismo quanto o nazifascismo passaram a constituir as principais ameaças à liberdade e à democracia.

Contra esses radicalismos, o povo brasileiro teve que defender a democracia com seus cidadãos fardados. Em 1935, foram desarticulados os amotinados da Intentona Comunista. Na Segunda Guerra Mundial, foram derrotadas as forças do Eixo, com a participação da Marinha do Brasil, no patrulhamento do Atlântico Sul e Caribe; do Exército Brasileiro, com a Força Expedicionária Brasileira, nos campos de batalha da Itália; e da Força Aérea Brasileira, nos céus europeus.

A geração que empreendeu essa defesa dos ideais de liberdade, com o sacrifício de muitos brasileiros, voltaria a ser testada no pós-guerra. A polarização provocada pela Guerra Fria, entre as democracias e o bloco comunista, afetou todas as regiões do globo, provocando conflitos de natureza revolucionária no continente americano, a partir da década de 1950.

O 31 de março de 1964 estava inserido no ambiente da Guerra Fria, que se refletia pelo mundo e penetrava no País. As famílias no Brasil estavam alarmadas e colocaram-se em marcha. Diante de um cenário de graves convulsões, foi interrompida a escalada em direção ao totalitarismo. As Forças Armadas, atendendo ao clamor da ampla maioria da população e da imprensa brasileira, assumiram o papel de estabilização daquele processo.

Em 1979, um pacto de pacificação foi configurado na Lei da Anistia e viabilizou a transição para uma democracia que se estabeleceu definitiva e enriquecida com os aprendizados daqueles tempos difíceis. As lições aprendidas com a História foram transformadas em ensinamentos para as novas gerações. Como todo processo histórico, o período que se seguiu experimentou avanços.

As Forças Armadas, como instituições brasileiras, acompanharam essas mudanças. Em estrita observância ao regramento democrático, vêm mantendo o foco na sua missão constitucional e subordinadas ao poder constitucional, com o propósito de manter a paz e a estabilidade, para que as pessoas possam construir suas vidas.

Cinquenta e cinco anos passados, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica reconhecem o papel desempenhado por aqueles que, ao se depararem com os desafios próprios da época, agiram conforme os anseios da Nação Brasileira. Mais que isso, reafirmam o compromisso com a liberdade e a democracia, pelas quais têm lutado ao longo da História.

  FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa
 
 ILQUES BARBOSA JUNIOR
Almirante de Esquadra
Comandante da Marinha
  Gen Ex EDSON LEAL PUJOL
Comandante do Exército
Ten Brig Ar ANTONIO C. M. BERMUDEZ
Comandante da Aeronáutica

2 thoughts to “A “POLÊMICA” ORDEM DO DIA – 31 de Março de 1964”

  1. O que houve em 1964 foi um golpe contra-revolucionário, como é classificado por Daniel Aaarão Reis Filho e Jair Ferreira de Sá, no livro IMAGENS DA REVOLUÇÃO,(Editora Março Zero, 1a. Edição, 1985), que é uma coletânea dos documentos políticos das organizações clandestinas de esquerda dos anos 1961-1971.
    Em resumo, tais organizações estavam prontas para implantação da chamada ditadura do proletariado, pois “se propunham a dirigir as lutas sociais e políticas do povo brasileiro no sentido da liquidação da dominação do capital internacional e da construção de uma sociedade socialista”.
    O livro é leitura obrigatória para quem deseja saber realmente os objetivos das esquerdas que participaram da luta armada no Brasil. Os autores, como integrantes de tais organizações, joga luz no assunto, permitindo o entendimento de que estava tudo pronto para deflagração de uma revolução comunista no Brasil, mas o povo foi para as ruas, com apoio da imprensa, e praticamente convocou as Forças Armadas para se anteciparem ao processo de cubanização do País.
    Houve, sim, uma contra-revolução, mas, infelizmente, a história, que deveria ser contada pelos vencedores, vem sendo mimimi(zada) pelos vencidos.

  2. Caro Pedro Tinoco,

    Salve, salve, 31 de março de 1964 !

    Os comunistas foram responsáveis pelo maior genocídio da História da humanidade.

    Mais de 100 milhões de pessoas dos seus próprios povos, em territórios dos seus próprios países, foram trucidadas por ordens diretas dos celerados Stalin da Rússia, Maozetung da China, Polpot do Camboja, Fidel Castro de Cuba, inclusive terroristas islâmicos espalhados pelos quadrantes da Terra, somente durante o século passado.

    No Brasil, a Intentona Comunista de 1935, urdida pelo famigerado Partido Comunista do Brasil- PC do B, – dos também malfeitores de Olinda, órfãos chorosos do terror, Luciana Santos e Renildo Calheiros -, guiados pelo traidor Luis Carlos Prestes,ex-capitão da mesma arma, resultou no covarde assassinato, enquanto dormiam no interior dos seus quartéis, de dezenas de bravos militares do Exército Brasileiro.

    Mesmo após o Movimento Cívico-Militar de1964, agentes do comunismo internacional a mando, sobretudo, de Moscou, Pequim, e Cuba, a exemplo de Carlos Marighella e Carlos Lamarca, respectivamente, ex- sargento e ex-capitão do Exército,comandaram organizações criminosas esquerdistas que, isolada ou conjuntamente com outras facções assemelhadas, também mataram diversos militares e civis; “justiçaram” asseclas tidos como traidores da “causa”; assaltaram unidades das Forças Armadas, bancos, residências e empresas particulares.

    Não sendo bastantes tamanhas bestialidades, eis que tais forças políticas, geradoras do ódio de classe, promoveram ainda múltiplos atentados terroristas em diversos Estados federados, tal qual o efetivado à bomba de alto teor destrutivo em 25 de julho de 1966, no aeroporto dos Guararapes do Recife, que tinha como alvo principal o então presidente da República general Costa e Silva, culminando nas mortes do jornalista e secretário de governo de Pernambuco Edson Régis e do almirante Nelson Fernandes, deixando ainda 14 vítimas gravemente feridas e irreversivelmente sequeladas.

    Considerando, portanto, a tática do “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz” ordenada pelo não menos celerado Lenin, mentor da revolução bolchevique na finada URSS,
    – face aos oponentes e inimigos de classe da ilusória ditadura do proletariado por tais facínoras psicoticamente almejada – , não deve causar o mais mínimo espanto a atual gritaria da malta comunista e suas franjas aderentes, contra a oportuna orientação do presidente Jair Bolsonaro em recomendar aos comandantes militares rememorar auspiciosa data em suas respectivas instituições.

    Xô, Comunistas !

    Forte abraço.

    José Arnaldo Amaral.

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