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Prefeitura de Olinda

OLINDA NO LATIFÚNDIO ELEITORAL DE PERNAMBUCO

O grande interesse que Olinda tem despertado nos mais diversos partidos políticos, com muitas agremiações indicando o desejo de ter candidatura própria para as eleições de prefeito no ano que vem, chamou a atenção do tenente-coronel da Polícia Militar, José Mário, assíduo leitor do Observatório de Olinda.

Em breves palavras ele diz o que acha do momento político atual da Marim dos Caetés, quando “uma ruma” de candidatos se apresentam como “Salvadores da Pátria” fundada pelo português Duarte Coelho Pereira. Segue o texto:

Impressionante como nossa cidade, tão poluída e desprovida de cidadãos políticos, em todas as eleições é vítima das imposições dos partidos.

Bastou iniciar as tratativas para as eleições é já surgem (ou empurram!) nomes dos seus partidários, como se a cidade os pertencesse.

Quem é Pedro Mendes?

Quantos anos vive pulando de cidade em cidade, jamais buscando melhorar a vida das pessoas, antes apenas buscando seus conluios gratificados?

Por que apenas políticos profissionais? Ou seja, aqueles que aparelham o direito do cidadão de escolher, impondo nomes, muitas vezes de pessoas que JAMAIS tiveram qualquer tipo de ação em prol dos munícipes, são esses que nos oferecem enquanto cidadãos.

Vamos acordar olindenses, basta de lixo, maconha e descaso com a coisa pública. Não votem em quem não se apresenta com serviços prestados, com altivez da independência.

Tenente-Coronel PM José Mário.

One thought to “OLINDA NO LATIFÚNDIO ELEITORAL DE PERNAMBUCO”

  1. O senhor Tenente-Coronel, José Mario – oficial da briosa Polícia Militar de Pernambuco –, conhecedor das aflições acometidas aos olindenses, com propriedade, tematiza um assunto muito interessante, abrindo um leque de discussões. Isso é prática recorrente, existente em muitas cidades do Brasil. A nova República que não conseguiu se desvencilhar, apesar de quase 90 anos, das práticas da velha República.

    Os partidos promoverem os seus candidatos às eleições, não implica em anormalidade. No entanto, é prática corriqueira fazer a promoção de pessoas que mal conhecem a história da cidade, mal conseguem se situarem no recôndito. Onde se observa, sem lentes, que o objetivo é se perpetuar, tão somente, no poder. Partidos com poderio financeiro, promovem pessoas desconhecidas, ignorando a escolha dos eleitores locais, estes poderiam escolher os filhos da terra, aqueles que vivem e vivenciam as dificuldades da sua cidade. Os quais se tivessem a oportunidade, poderiam fazer diferente do que vem sendo feito. A história é a testemunha mais contundente a ser consultada. Esse tipo de manobra nos faz aferir que o objetivo é extremamente partidário. Os grandes partidos, como grandes empresas que movimentam muitas cifras, por meio de marketing “pesado”, elegem entre si os seus escolhidos. Tornando a disputa desleal e inviabilizando mudanças satisfatórias para a sociedade. Oligarquias partidárias. Muitas são as prefeituras pelo brasil afora que os prefeitos não administram em prol e nem para o povo.

    Quando a avaliação do eleitor, é feita apenas no período das eleições, não havendo interesse em fiscalizar nem de cobrar do agente público nos demais períodos, não tenha dúvida, algo está errado. A democracia perde sentido, dando espaço para o desleixo e para a irresponsabilidade. Democracia, além de tudo, é inteiração, participação e comprometimento mútuo. Fazendo das suas as minhas palavras, caro Tenente-Coronel, o povo deve acordar, deve cuidar do que é seu, tem que se pôr um fim no descaso com a coisa pública. Não suportamos mais. O cidadão olindense, o cidadão brasileiro, deve se comportar como tal. Aristóteles já dizia: “o homem é um animal político por natureza”, então se implica em dizer, que o homem não pode viver passivamente, deve ter ações referentes à vida em sociedade, ter participação política. Esse é o melhor exercício de cidadania a ser praticado.

    Por fim,
    parabenizo o Tenente-coronel, José Mario, pela coragem e disposição de nos provocar à reflexão sobre um assunto tão interessante e muito importante. Espero que doravante, os cidadãos da “Lisboa pequena” enxerguem o seu compromisso com esta cidade.

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