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Blog Observatório de Olinda

HEY, GRINGO!!! OLINDA NÃO É CASA DE MÃE JOANA NÃO!!!

O Brasil, muitas vezes ainda visto pelo resto do mundo como um lugar de estilo de vida “anárquico-tropical” – onde impera a permissividade e a absoluta desobediência às regras civilizatórias de convivência – vez por outra se depara com situações como a que vimos no Sítio Histórico de Olinda, quando, sem qualquer cerimônia, a empresa escocesa de uísque Passport Scotch entrou na área tombada e grafitou muro da casa vizinha à sede da Prefeitura de Olinda.

Artista Mora em Nova Iorque

A “obra” é uma “ação promocional” da marca de uísque em conjunto com o artista plástico Arlin Graff (foto ao lado), brasileiro que mora nos Estados Unidos. A intervenção, entretanto, chocou os moradores da Cidade Alta e o Conselho de Preservação do Sítio Histórico denunciou a agressão ao patrimônio tombado.

A Prefeitura de Olinda, na sua costumeira lentidão para tomar decisões que protejam a cidade, informou que “solicitou a paralisação da obra”. Errou. Pois, ao invés de, praticamente, pedir por favor para que o crime fosse interrompido, deveria ter usado de autoridade para agir energicamente e interditar a “obra” de imediato.

INVASOR – Diante da “ineficiência tartarugal” da Prefeitura de Olinda, coube à sociedade civil organizada tomar a frente da defesa do patrimônio histórico. Moradores e o Conselho de Preservação do Sítio Histórico provocaram a prefeitura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a imprensa na guerra contra o invasor escocês.


“Aqui não é ‘casa de mãe joana‘ não. Por que ao invés de pichar o Sítio Histórico eles não foram grafitar um mural em áreas degradadas de Peixinhos, Rio Doce ou Jardim Brasil??”, questionou o estudante de direito Dagoberto Triano.

É. Parece que o uísque era paraguaio. Tá dando uma dor de cabeça triste. . . .

3 comentários em “HEY, GRINGO!!! OLINDA NÃO É CASA DE MÃE JOANA NÃO!!!

  1. Isso é “bom” que aconteça, para dar uma sacolejada nos “permissivos” olindenses! Outro dia fui chamado, ainda que de forma indireta de “xenófobo” por um conhecido numa conversa à beira mar. Explico: Estávamos conversando sobre técnicas de pescaria, quando apareceu um estrangeiro com a casa nas costas, feito um “caramujo”, perguntando se “janga estaria perto”. Eu respondi: “Sim, segue o rumo em sentido a essa direção (apontando para o norte) e vai que após cruzar uma ponte, estarás em Janga.” Me virei para o colega, continuando a conversa, comentando sobre a facilidade de se chegar ao Brasil e se tornar “pedinte”, sustentado por mulher ou malabaristas de semáforos. O conhecido ficou bravo, disse que não era assim e “blá-blá-blá”, chegando a me comparar até ao Presidente Donald Trump (quem me dera!). Eu perguntei se ele conhecia algum desses aí que tenha trazido algo positivo para Olinda, além de filhos que gostam de fazer aos montes nas meninas que se inebriam com suas “falas diferentes”. O cara ficou “mais esquentado ainda”, tendo eu encerrado a conversa, mas antes deixando uma pergunta para a reflexão do altruísta interlocutor: “Esses caras produzem o que além de dejetos?” Ah vá!

    1. Concordo em parte, mas precisamos ser mesmo e educados, fazer diferente pois na maioria das vezes somos iguais ou piores que esses gringos.

  2. Nossa que cabeça pequena , não vale nem uma conversa, isso se chama cultura! Grafite não é pichação, kkkkk minha gente, ainda denegriram bairros tão importantes culturalmente …. Recife ao contrário não tratam esta arte como erro, não vivemos no passado, temos que viver dando um outro olhar ao que temos. Isso não diminui, só tem a acrescentar.

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