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FALLOW & DISSE: LIBERTAD, CUBA LIBRE; CUBA LIBRE, LIBERTAD! – Kildare johnson

O sofrido povo cubano, depois de mais de seis décadas sob a ditadura comunista implantada por Fidel Castro, conhecido pela alcunha e “El Diablo” pelos cubanos, de todas as idades, alguns que tive o prazer de conhecer, parece ter acordado. 

Desde o último domingo, dia 11, que protestos vem acontecendo diariamente em diversas cidades de Cuba, foi aberto um novo capítulo na história recente da ilha. Os opositores ao regime dizem que o regime socialista é o principal problema, já os governistas e simpatizantes do horror dizem que “as causas das dificuldades é o embargo econômico imposto à ilha pelos Estados Unidos” (não é piada!). Será a “Primavera cubana”?  

Desde o último dia 11, o governo autoritário promoveu uma restrição parcial, uma espécie de bloqueio seletivo das redes sociais, o que tem dificultado o fluxo de informações na ilha; tudo isso após os históricos protestos em que os manifestantes transmitiram “ao vivo” o que se passava em diferentes pontos do país. “A internet continua cortada, não sei onde muitos dos meus amigos estão”, disse um dos manifestantes que gravou e compartilhou vídeos dos protestos recentes em Cuba” (Fonte: BBC NEWS Brasil). Foi assim que o governo do presidente Miguel Díaz-Canel respondeu à chamada “revolução digital” dos adversários, não se esperava algo diferente disso. 

Foi numa cidade situada a 26 quilômetros da capital Havana, onde começaram por volta das 9h as primeiras transmissões ao vivo de protestos nas ruas por meio de “live” no Facebook, onde críticos e adversários do governo fizeram a transmissões “ao vivo” porque, diferentemente dos vídeos gravados e postados em outras redes sociais, elas não podem ser apagadas. Vejam a que ponto chegou o controle da ditadura em Cuba? Foi através das transmissões ao vivo em San Antonio, que se gerou focos em outras cidades que aderiram às manifestações. Isso durou até que a internet parou de funcionar em diversas regiões cubanas. Vai vendo! 

O ativista Alfredo Martínez Ramírez, que mora em Havana e que gravou vídeos das manifestações na capital cubana disse à BBC notícias em Espanhol que foi um efeito dominó! “Vimos um protesto espontâneo em San Antonio que se espalhou… Ver o povo sair às ruas ao vivo não é a mesma coisa de assistir vídeos do povo saindo às ruas!” 

Lamentavelmente, houve violência policial; o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou na segunda-feira, 12, que “os protestos buscavam fragmentar a unidade do povo cubano e desacreditar o trabalho do governo e da revolução” Notícias advindas do governo afirmam que está havendo vandalismo por parte dos manifestantes, todavia em algumas gravações um grupo grande de cubanos é visto quebrando vidraças e saqueando algumas das chamadas “lojas de moeda conversível” (moeda estrangeira), que se tornaram a única forma de muitos cubanos terem acesso às suas necessidades básicas.  

Alejandro, um dos participantes do protesto em Pinar del Río, disse que dezenas de pessoas pararam em frente a um dos principais parques da cidade e depois marcharam por uma rua principal. “Vimos o protesto em San Antonio e as pessoas começaram a sair às ruas. Este é o dia, não aguentamos mais, disse o jovem por telefone: “Não há comida, não há remédio, não há liberdade. Eles não nos deixam viver. Já estamos cansados”, acrescentou. (Fonte: BBC NEWS Brasil) 

A VERDADE é que em Cuba, há mais de seis décadas, não há liberdade, não há democracia, não há perspectivas de vida plena! Como escreveu o brilhante jornalista Alexandre Garcia ao Correio Brasiliense: “A explosão, liderada pelos jovens cubanos, derruba as narrativas sobre um regime que acena com igualdade e bem-estar, mas na verdade fracassa em ambos e suprime a liberdade…” E continua: “Uma utopia que vende sonhos e se transforma em pesadelo…” enquanto isso: “manifestantes com bandeiras do PCdoB e do PT, diante da Embaixada de Cuba, no Lago Sul, prestaram sonora solidariedade ao regime”. 

Já os jovens cubanos, vítimas do regime nefasto da ilha, não param de gritar: “Libertad, Cuba libre; Cuba libre, libertad!” 

Kildare Johnson – Bacharel em Direito, Mediador/Conciliador, Árbitro Judicial e Palestrante RM. 

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