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ÉPOCA: ANTONIO CAMPOS CONTRATOU ALIADO POR R$ 189 MIL SEM LICITAÇÃO

Reportagem divulgada agora há pouco pelo site da Revista Época informa que o escritor, ex-candidato derrotado a prefeito de Olinda (2016) e atual presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Antonio Campos, contratou – sem licitação – os serviços do jornalista Múcio Aguiar para elaboração de pesquisa sobre grupos religiosos do Nordeste ao custo de R$ 189 mil.

Apesar de não morar, não trabalhar ou ter qualquer outro vínculo com Olinda, Tonca, como também é conhecido o irmão do ex-governador Eduardo Campos, ainda figura em algumas listas de pré-candidatos a prefeito da cidade em 2020.

Por isso, reproduziremos o texto da reportagem da Revista Época abaixo. Para conhecimento do povo da Marim dos Caetés.

À FRENTE DE FUNDAÇÃO FEDERAL, IRMÃO DE EDUARDO CAMPOS CONTRATA ALIADO SEM LICITAÇÃO

Presidente da Fundação Joaquim Nabuco, vinculada ao Ministério da Educação, o advogado Antonio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos (1965-2014), contratou sem licitação um aliado político para executar pesquisa e produzir relatório sobre as nove maiores “Devoções Católicas Populares do Nordeste”.

Pelo contrato assinado no dia 5 de dezembro, o jornalista Múcio Rodrigues de Aguiar Neto receberá R$189 mil por um período de oito meses.

Aguiar Neto foi pré-candidato a prefeito de Olinda em 2016 pelo PPL. Antes do início oficial da campanha, porém, desistiu da disputa e seu partido apoiou Antonio Campos, que concorria pelo PSB e perdeu no segundo turno.

Campos nega que o jornalista seja seu “aliado” e diz que ele deve ter comparecido “talvez a dois atos” de sua candidatura. Em blogs locais, Aguiar Neto chegou a ser tratado, na época, como coordenador da campanha. “Quando o PPL decidiu apoiá-lo, naturalmente por eu ser da cidade, as pessoas pensaram que eu iria coordenar a campanha, mas isso não quer dizer que eu coordenei. Não tive nenhuma participação direta ou indireta”, afirmou o jornalista.

Ele destaca que possui mestrado em estudos de religiões e por isso é credenciado para executar a pesquisa. Diz que não embolsará os R$ 189 mil, já que precisará arcar com despesas de viagem e de contratação de fotógrafos. O contrato prevê que os relatórios serão transformados no livro “Santos Populares do Nordeste”.

Antes da assinatura do contrato para a pesquisa, Campos cogitou nomear o jornalista como seu chefe de gabinete na fundação. “Foi ventilada a hipótese, mas não foi levada em frente porque desisti de nomear Múcio”, diz Campos.

O presidente da fundação afirma também não ter nenhum receio em relação à dispensa de licitação porque projetos anteriores tiveram valores maiores. Ele argumenta que a demanda para a produção do relatório veio da diretoria da entidade. Ressalta ainda que enviou espontaneamente cópia do processo de contratação para Controladoria Geral da União (CGU).

Campos assumiu o comando da Fundação Joaquim Nabuco em maio por indicação do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho. Sediada em Recife, a entidade, criada em 1949, tem a missão de preservar o legado histórico cultural de Joaquim Nabuco no Nordeste.

(Por Sérgio Roxo)

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