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SONHO DA ARENA OLINDA FOI DESTRUÍDO POR EDUARDO CAMPOS

A cada dia que passa a Arena Pernambuco – aquele belíssimo “elefante branco” de R$ 600 milhões que o finado ex-governador Eduardo Campos (PSB) inventou – se mostra absolutamente inviável. Em mais uma inútil tentativa de movimentar o estádio marcou-se uma “rodada dupla” com jogos seguidos de Náutico X Central e Santa Cruz X Belo Jardim, na última quarta-feira (05). O resultado foi um fiasco com pouco mais de mil torcedores presentes.

Quando a gente fala disso o que mais dói é saber que Olinda apresentou um projeto muito bem elaborado para construção do estádio em Salgadinho, mas Eduardo Campos vetou, preferindo um salto no escuro lá no “fim do mundo”, no meio do nada, na longe de tudo São Lourenço da Mata.

O projeto de Olinda contemplava não apenas a construção do estádio, mas também a urbanização de áreas carentes em Salgadinho, Peixinhos, Ilha do Maruim, entre outras, impulsionando também o projeto de navegabilidade pelos rios Capibaribe e Beberibe e a ocupação do coqueiral ao lado da Escola de Aprendizes Marinheiros. Tudo isso foi jogado no lixo por conta dos interesses inconfessáveis do senhor governador, à época.

BOM E BARATO – Mesmo sendo aliado de Eduardo, o então prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), não digeriu bem a escolha do Governo do Estado. Membros do governo municipal acusaram Eduardo Campos de adotar uma “postura suspeita” na definição do local do novo estádio. O projeto de Olinda era mais barato e melhor, mas fez-se a vontade do governador.


A Arena Olinda-Recife estava orçada em R$ 335 milhões, em Salgadinho, na divisa com o Recife. Teria capacidade para 45.800 espectadores e estacionamento com 11.260 vagas num raio de 1.250 metros, sendo 4 mil na área do estádio.

Hoje já sabemos que a Arena Pernambuco foi um crime contra o estado e, principalmente, contra Olinda. As razões para trocar a Marim dos Caetés e todas as vantagens de estar em uma área urbana pelas florestas de São Lourenço ainda não são totalmente conhecidas, mas talvez um dia a “Operação Turbulência”, deflagrada pela Polícia Federal, nos esclareça tudo.

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