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A VIOLÊNCIA E O DESESPERO DA CLASSE MÉDIA

Desde o início da semana os pais de alunos do Colégio Imaculado Coração de Maria – tradicional instituição de ensino Católica, localizada no Bairro Novo – estão sendo abordados por um grupo de mães da mesma escola que organiza abaixo-assinado para cobrar mais segurança à direção do colégio. A mobilização se deve ao crescente número de assaltos aos estudantes no entorno do local e revela duas coisas: o desespero da classe média e a “falência múltipla dos órgãos” do Estado brasileiro.

Antes de continuar a falar deste assunto é bom fazer uma ressalva; deixando claro que abordagens de assaltantes a estudantes ou qualquer outro cidadão nas nossas ruas não são um privilégio do Colégio Imaculado, do Bairro Novo, de Olinda, de Pernambuco. . . mas uma praga que virou metástase no País inteiro. O Brasil faliu e o cidadão está órfão de tudo. De todos os serviços básicos como segurança, saúde e educação.

E ao invés de criar meios e cobrar do governo a sua responsabilidade a classe média está batendo na porta errada. Assim, para resolver os problemas de educação sem qualidade, saúde precária e falta de segurança, criaram-se escolas privadas, planos de saúde e empresas de segurança patrimonial. O Estado foi deixando de prestar os serviços e a conta foi empurrada delicadamente para a classe média, que hoje paga pelo que deveria ser ofertado gratuitamente como retribuição pelos impostos arrecadados.


Em tese, a escola não tem qualquer responsabilidade sobre o que acontece fora de seus muros. Depois desse movimento ela poderá até ampliar o número de seguranças nas ruas próximas às saídas do colégio, mas, na verdade, esta é uma obrigação que é descumprida pelo estado, pelo Governo de Pernambuco. É do governador Paulo Câmara que se deve cobrar. Caso contrário vamos continuar o ciclo vicioso de usar anestésico para curar uma dor de dente que só se resolve com um profundo e sério tratamento de canal.

5 comentários em “A VIOLÊNCIA E O DESESPERO DA CLASSE MÉDIA

  1. O mais engraçado é que tem uma escola do governo na rua, na qual eu frequento e as pessoas esquece disso e não quer saber deles, apenas na classe média.

  2. Esta Escola e os pais tem responsabilidade sim, pós muro, inclusive com o transito. Os pais param os carros no meio da rua “literalmente” para deixar os filhos, fazem fila dupla, como se fossem donos da rua, com isso atrapalham o transito e ensinam péssima lição aos menores. A escola finge que não vê, quando deveria orientar seus usuários. Fico muito arretada quando passo alí, pois sempre procurei ensinar ao meu filho a respeitar os outros e o transito é um belo momento para isso.

  3. Caro jornalista,

    Não é a classe média que está desesperada e sim toda população. Pare de tentar classificar as pessoas por status social, como se apenas esses fossem vítimas dos absurdos cometidos pelo Estado. Nossa sociedade é, ou deveria ser livre para que possamos escolher o que nos convém. Prefiro pagar menos imposto a ter esses benefícios do Estado! Não quero nada de “graça”!!

    1. Concordo com você Adagildo, e a matéria diz isso: o país todo e toda população sofre com a violência e as outras mazelas brasileiras. A matéria, no entanto, se refere a um problema relacionado diretamente a “classe média”, por isso a referência a esta parcela da sociedade.

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